Fátima - Processo para criação do concelho de Fátima entregue no parlamento em dezembro

O processo para a criação do concelho de Fátima vai ser entregue no parlamento na primeira quinzena de dezembro. 

Segundo Cecília Oliveira,  uma das coordenadoras e membro do movimento Fátima a Concelho, o processo que vai ser apresentado ao abrigo da Lei n.º 142/85, de 18 de novembro, que aprova a Lei-quadro da criação de municípios, “cumpre todos os requisitos legais” e “vai muito além disso”, sendo que, “além dos requisitos quantitativos”, também inclui os qualitativos.

A coordenadora exemplificou que o documento, com 120 páginas, integra informação económico-financeira baseada “na prestação de contas da Câmara Municipal de Ourém”, no distrito de Santarém, para “responder aos requisitos” legais, nomeadamente “ser viável financeiramente o município de origem, neste caso Ourém, e o município desagregado, o caso de Fátima”.

Após a entrega do processo no parlamento, incluindo aos partidos, o desejo é o de que o respetivo projeto de lei seja acolhido por um partido, para ser votado.

O movimento Fátima a Concelho,  já se reuniu com concelhias e distritais de partidos, vai agora entrar na fase dos contactos com estruturas nacionais partidárias..

Questionado sobre as expectativas, o presidente do movimento Fátima a Concelho, António Neves Martins, garantiu que “são ótimas”, esperando que, desta vez, “Fátima assuma, realmente, o papel que ela merece verdadeiramente assumir, que é ser concelho, não contra ninguém”.

“Não somos contra ninguém, somos por nós, para melhor delinearmos o nosso destino comum coletivo”, salientou.

Sobre a adesão da população a este processo, António Neves Martins frisou que “continua a ser inequivocamente total”.

“Pelo menos, por milhentos contactos feitos com a população, recebemos sempre esse eco totalmente positivo. As pessoas estão ao lado do movimento, as pessoas desejam a sua independência autárquica”, frisou.

Se em 2003 “Fátima mereceu uma votação unânime e não retrocedeu nada, não regrediu nada nestes 22 anos, pelo contrário (…), o que é que neste momento pode contrariar” este processo, perguntou Vítor Frazão, que foi no passado líder do movimento pró-concelho, para responder que só depende da vontade política.

2025-11-07

voltar

ENTRE EM CONTACTO

PARA QUALQUER ESCLARECIMENTO, NÃO HESITE EM NOS CONTACTAR