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Leiria - Nariz em Leiria celebra 30 anos de grupo e festival Acaso com produção especial
O grupo Nariz Teatro, de Leiria, celebra 30 anos de companhia com nova edição do festival de artes performativas Acaso, no qual apresenta uma peça que trabalha a partir de textos de produções passadas, foi hoje anunciado.
O grupo comemora os 30 anos de vida com a 30.ª edição do Acaso – Festival Internacional de Artes Performativas, com mais de 20 espetáculos entre 20 de setembro e 02 de novembro, com arranque na Batalha e restante programação centrada em Leiria, afirmou hoje o Nariz Teatro.
“A melhor forma de comemorar é manter e fazer aquilo que fazemos anualmente”, disse à agência Lusa o diretor artístico do grupo, Pedro Oliveira, considerando que manter o festival durante 30 anos foi “sempre uma grande luta”.
Na programação do festival, a 26 de outubro, no Teatro Miguel Franco, estará um espetáculo que celebra a efeméride e a história do grupo, numa peça criada a partir de excertos de textos de espetáculos que o Nariz Teatro encenou no passado, cosidos pelo dramaturgo Luís Mourão.
A peça é encenada por Pedro Oliveira e interpretada por atores que fazem parte do percurso e da história do Nariz Teatro.
Segundo Pedro Oliveira, foram produzidos cerca de 70 espetáculos ao longo dos 30 anos de um grupo onde há “muitas pessoas que vão e que voltam”, marcado por uma parte amadora e outra profissional dentro da sua estrutura.
“Os 30 anos são como se fossem um gráfico com uma linha com vários picos. A única coisa a unir isto tudo é que apetece-nos sempre acabar esta edição do festival e começar a preparar o próximo”, disse.
No Teatro José Lúcio da Silva, que também coproduz o espetáculo comemorativo dos 30 anos, será apresentado, no âmbito do Acaso, o espetáculo de dança “Rh – Revolução Humana”, da Companhia de Dança (CiM), apresentando em palco sete bailarinos com e sem deficiência.
Aquele espaço acolhe ainda “Dois dias para além do tempo”, projeto de ópera de câmara da Terceira Pessoa que explora o universo de “Ulisses”, de James Joyce, com direção artística de Óscar Silva, composição de Ricardo Jacinto e libreto de Miguel Castro Caldas e Ricardo B. Marques.
Segundo Pedro Oliveira, ao longo de mais de um mês de programação, haverá diferentes linguagens de teatro, contando com a presença de criadores de Espanha, França, Estónia e Inglaterra, bem como de grupos e companhias nos quais se reveem, num festival que procura chegar a diferentes públicos e abordar diferentes temas.
O festival apresenta, entre outras propostas, uma instalação teatral de objetos livres de serem manipulados, um espetáculo de dança e circo contemporâneo, uma viagem documental sobre as carreteiras (mulheres que transportavam móveis à cabeça no concelho de Paredes), um concerto de Thispage e uma peça sobre um homem que plantava árvores.
O Acaso termina com um micro festival chamado “O Portão”, no espaço da companhia, num último fim de semana de programação com várias propostas no Mercado de Sant’Ana, junto ao Teatro Miguel Franco.
A programação completa poderá ser consultada em onarizteatro.pt
2025-09-13